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by • março 26, 2012 • ResenhasComments (18)1459

[Resenha] Todo Garoto Tem, de Meg Cabot

Se você está à procura de um livro gracinha e leve, existem altas chances de que este o agrade. Já comentei certa vez que não sou muito fã de romances contemporâneos escritos através de e-mails, bilhetes, memorandos e coisas do tipo. Acho que este tipo de narrativa funcionava perfeitamente no passado, com livros epistolares como o Dracula, de Bram Stoker; Frakenstein, de Mary Shelley, e outros do tipo.

Não sou fã deste estilo  de narrativa principalmente quando voltados para publicações como comédias românticas e chick-lits em geral. Por mais que a personagem consiga relatar aos leitores detalhes precisos sobre tudo o que aconteceu para uma fácil visualização dos fatos, sinto a sensação de algo faltando.

Já li todos os romances epistolares da Meg que foram publicados no Brasil (Coleção Garotos) e, apesar de não figurar entre os meus preferidos, os dois antecessores conseguiram agradar de modo geral. Desde o princípio aquele pelo qual mais ansiava sempre foi o Todo Garoto Tem. Talvez pela atmosfera mágica de uma pequena cidade paradisíaca em um ponto pouco conhecido da Itália, um país tão naturalmente romântico. Talvez pelos dois protagonistas se odiarem de cara; adoro o tipo de briga que aumenta a expectativa da concretização do romance. Talvez tudo isso misturado.

“Eu estava certo desde o início. Desde o momento em que coloquei os olhos nela pela primeira vez – carregando todas aquelas garrafas de água no free shop do aeroporto JFK – pensei com meus botões: “Eis aqui uma louca.”

O romance é tão gracinha que na maior parte do tempo mal tive tempo de reclamar da narrativa, até porque, desta vez, boa parte do livro é lido através do diário de viagem escrito em primeira pessoa pela Jane, então a diferença acaba não sendo tão grande assim, como nos outros da Coleção Garotos, que foram escritos quase em sua totalidade por e-mails. Ainda continuo achando que se a titia Meg o tivesse escrito por inteiro em primeira ou terceira pessoa teria sido mais satisfatório e mais envolvente, mas a história é fofa e durante a maior parte do tempo pude relevar.

Os protagonistas nada parecem um com o outro, são aqueles opostos atraídos como ímã que discordam em todas as pequenas coisas e, dessa vez, até nas grandes também. Uma coisa que me agradou foram os vários personagens secundários, como o doce Peter, garoto do interior da Itália aficionado pelo Wondercat, desenho criado pela protagonista (ela é cartunista).

A linguagem é permeada de uma ironia gostosa, tão típica da Meg, que para mim foi o ponto alto do livro. Os diálogos entre os dois são divertidos e adorei a personalidade meio louquinha da Jane, e o ótimo contraste com a seriedade sedutora do Cal. Até os momentos de vergonha alheia foram gostosos de sentir.

Impossível não terminar o livro com um sorriso bobo no rosto. Mas não sei se pela expectativa, ou por a narrativa não ser das minhas preferidas, ou por alguma outra razão estranha que não consigo identificar, no apanhado geral ficou faltando algo a mais. Nada que tire a graça do livro, porém.

“Então eu olhei para ele bem nos olhos – bom, o mais perto que pude, de qualquer modo, devido à minha desvantagem de trinta centímetros de altura – e disse: “Bom, você não tem direito de dizer que o Mark e a Holly não deviam se casar.”“Na verdade”, ele respondeu, “tenho sim.”E DAÍ ELE SAIU ANDANDO!!! Antes que eu pudesse proferir qualquer outra palavra! Antes que eu pudesse sair andando!…Preciso encontrar um jeito de mostrar a ele que ele NÃO manda aqui – SEM  deixar que a Holly desconfie que tem alguma coisa errada. Se ela descobrir que o padrinho nem acha que o casamento é uma boa ideia, estará tudo acabado.Preciso mostrar para este cara que eu não estou NEM UM POUCO impressionada com o tamanho do membro dele. O fato dele ter um você-sabe-o-que enorme, não tem absolutamente NENHUM efeito intimidatório sobre MIM. E, sabe como é, eu realmente não acredito que a coisa dele possa ser tão grande assim.”

Título Original: Every Boy’s Got One
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 380
Gênero: Romance epistolar/Chick lit

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18 Responses to [Resenha] Todo Garoto Tem, de Meg Cabot

  1. Danzinha disse:

    Eu ando meio decepcionada com os livros da Meg por isso estou dando um tempo neles. Acho muito interessante como ela sempre consegue nos fazer gostar dos livros por serem leves e fofos. Porém, sempre falta alguma coisa. :/

    Beijos

    Amigas entre Livros

  2. Oi, Duda! 🙂
    Não sei o que me acontece, mas os livros mais juvenis da Meg não me agradam. Não cheguei a ler todos, mas dos poucos que li somente Sorte ou Azar me agradou.
    Esse parece ser diferente dos que conheço, vou dar uma chance, assim que eu puder.

    Beijos.

  3. Camila Costa disse:

    Duda eu pensei praticamente a mesma coisa com esse livro! Nunca fui muito fã dessa narrativa com os bilhetes e emails, mas o romance desse livro me conquistou tanto que até esqueci da narrativa irritante kkk valeu a pena sem dúvidas!

  4. Giil Almeida disse:

    Os livro da Meg são incríveis! “Todo Garoto Tem” é um dos meus favoritos, e o favorito da série “Garotos”. Concordo com você é diversão certa! Além dos momentos super engraçados, os momentos fofos são a melhor parte. Gosto muito da Jane e do Cal!

    Beijos,
    Verbologia Pink

  5. Pah disse:

    Oi Duda, tudo bem?

    Eu gosto muito dos livros da Meg, então assim que vi que o livro era dela já fiquei curiosa. Sabe, eu gosto de narrativas que envolvem cartas e afins, mas como você, acho que elas se encaixam melhor em livros de épocas distintas, não imagino um romance mais leve nesse estilo, mas é essa diversidade que é boa na leitura dos livros da Meg.
    Realmente esse livro parece ser super gracinha, gosto de livros que permitem que nos encantemos também com os personagens secundários da história, e esse foi um ponto que aumentou muito a minha curiosidade. Pena que esse livro é difícil de encontrar, se não ia tentar comprá-lo.

    Beijos

    Pah, Livros & Fuxicos

  6. Pah disse:

    Ah Duda, me manda seu endereço por e-mail? Vou te mandar um marcador de A visita Cruel do Tempo, foi você que comentou no blog que queria um né? Ou to ficando doida? rsrs

    Beijos

  7. Aione Simões disse:

    Oi Duda!
    Acho que sei como é essa sensação de gostar muito de um livro, mas, ainda assim, sentir que algo falta!
    Bom, eu gostei bastante dos outros dois livros dessa série, só não li esse, e pelos seus comentários acho que eu adoraria! Adoro essa questão de amor X ódio, e o livro parece ser uma delícia de ser lido!
    Espero poder ler!
    Beijão!

  8. Lucas Martins disse:

    Eu tenho muita vontade de ler vários livros da Meg e esse é suuuuuper recomendado, então não poderia não querer lê-lo.
    Eu só não pego um livro levinho assim para ler agora, porque tem vários de parceria e mais uns outros meus na frente, mas quero ler o mais rapido possível!
    Essa questão das cartas e tal, realmente funciona mais com livros antigos (aliás, eu quero ler todos que você citou ali).
    Ah, eu só li um conto da Meg (não me xingue!), mas tem bastante da ironia tipica dela…
    Enfim, que bacana você já ter lido todos publicados aqui no Brasil dela… Acho demais o monte de gente que já leu (apesar de eu não ter lido nenhuma ainda :P)
    Ta, vou parar de reclamar por não ter lido, rsrs
    Beijão, Duda!

  9. Aline Coelho disse:

    Miga confesso que ainda não li nada da Meg mas todos falam bem né!!! Gostei da sua resenha =)

    Adorei te encontar hoje =)

  10. Duda 🙂
    Lendo a resenha,acho que eu não iria gostar do livro >.< Beijos e tenha uma excelente semana
    ________________
    RIMAS DO PRETO

  11. jayane disse:

    Li os três livros da serie e esse e o meu preferido,apesar da maioria gosta mas do primeiro,mas me apaixonei pela historia,demora um pouco para entender a escrita por ser a base de e-mail,mas me adaptei rápido a leitura.

  12. Olá Duda 🙂
    No primeiro momento o livro não chama muita atenção, apesar de gostar de comédias românticas, mas alguns dos pontos são interessantes, como a Itália *-*
    Concordo com sua opinião sobre livros escritos por cartas e tals, mas não sei se posso dar uma opinião concreta. Quem sabe no futuro.

    Beijos e parabéns pela resenha \o/
    Ricardo – http://www.overshock.blogspot.com

  13. Oi Dudinha!
    Adoro a Meg e a escrita dela, sempre me sinto super envolvida em seus livros. Da série Garotos o único que li até agora foi O Garoto da Casa ao Lado e apesar de, assim como você, não ser muito fã de histórias contadas através de emails ou cartas, me surpreendi com a leitura. O livro conseguiu me envolver bastante.
    Mas eu nunca tive muita vontade de ler Todo Garoto Tem. Nunca tinha lido a sinopse e a capa não me interessava tanto quanto os outros livros dela. Mas você me conquistou tanto com a sua resenha que agora vou ter que ler! Adoro romances gracinhas e também adoro quando os protagonistas se odeiam (é tão mais divertido do que aquele amor a primeira vista, que não deixa tempo da gente torcer por algo!).
    Mas uma coisa acho difícil: ele se tornar meu livro favorito da Meg. Sou completamente apaixonada pela série A Mediadora, e acho difícil algum dos outros superá-los. Mas também, só lendo pra saber né?

    Beijos!!

  14. Luana Feres disse:

    Meu lance com a Meg é bem amor e ódio. Ela não é aquela autora que eu diga que AME, mas lembro que os livros que li dela todos me agradaram! Foram só quatro, sendo dois dele sob o pseudonimo de Patricia. A maneira que ela escreve é bem despretensiosa e fácil de ler. É uma ótima pedida para quando temos que esperar a consulta no dentista ou algo assim. Com certeza nos tira do ócio! Concordo contigo sobre o lance dos emails, acho um pouco breguinhas quando usam de diminutivos do tipo “td bem c/ vc??” NINGUÉM FALA ASSIM, CARA. Só em 2005 se digitava assim, mas enfim, hauhaua.
    Adorei sua resenha, Dudinha, me deu vontade de ler ele. Sério. 🙂

  15. Evellyn disse:

    Eu eu!
    quero ler toda essa serie garotos da Meg! E dps 3 esse tb é o que mais tenho curiosidade – todos dizem ser o melhor e adoro essa coisa de te odeio pq te amo!
    Acho que tb prefiro narrativas soltas ao inves de email, carta.. Mas sei lá, nunca li assim, então não poso julgar por conhecer, so por achismo!

    E acho que amarei esse (mesmo que eu fique querendo mais detalhes!’) e adoro as ironias da Meg! Adorei esse ultimo quote é uma comedia! Ai preciso ler ^^

    bjs
    Evellyn

  16. Gabi disse:

    Oi

    Gosto bastante dos livros da Meg escrito via e-mails. Não li esse ainda, mas esta na lista. Meg Cabot é sinônimo de livros divertidos e relaxantes. Eu adoro essa característica dos livros dela.

    Gabi

  17. Oi Duda!

    Apesar de ter os três livros da coleção “Garotos” da Meg aqui em casa, eu só li o Garoto da Casa ao Lado. Até comecei a ler Todo Garoto Tem mas não gostei muito. Talvez, aquele não tenha sido o momento para ler o livro, só. Por isso e por ouvir maravilhas sobre ele, pretendo tentar lê-lo novamente.
    Quem sabe minha segunda tentativa acabe se tornando uma leitura tão agradável quanto foi a sua…
    Gostei muito da resenha! 🙂

    Beijos, Carol.
    http://www.perdidanaestante.blogspot.com

  18. Eu nunca tinha lido nada da Meg, agora eu estou lendo Insaciável, e para ser sincero eu não estou achando uma coisa maravilhosa sabe?

    Todo mundo me recomenda esse livro, mas como você eu não gosto muito de livros que são escritos por carta, ou email, mas eu acho que eu vou dar uma chance para ele né?

    Beijão.

    Léo.
    centralperkandbooks.blogspot.com

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