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by • julho 21, 2013 • ResenhasComments (10)1528

[Resenha] A Árvore Envenenada, de Erin Kelly

A Árvore EnvenenadaDificilmente irei negar a leitura de um thriller psicológico. Adoro a sensação de me envolver com os sentimentos, dramas e neuroses dos personagens, principalmente quando a autora revela pouco, vagarosamente e gosta de manter o suspense.

Um dos maiores acertos da Erin Kelly é narrar a história intercalando passado e presente e, ainda assim, conseguir soltar apenas o necessário de ambos os períodos para que o leitor se sinta intrigado.

O verão da Karen mais jovem começa cheio de promessas e felicidades, mas sabemos que ele vai terminar de uma forma extremamente trágica que irá mudar o seu futuro e torná-la uma pessoa nervosa e cheia de segredos. Só não fazemos ideia de como as coisas vão se desenrolar no passado, e do que exatamente ela está tentando se esconder no presente.

Os personagens possuem personalidade. Eles são diferentes e originais, principalmente Biba, aspirante à atriz que coloca a vida de Karen de cabeça para baixo e a chama para passar uma temporada em sua casa dando início a tudo que irá acontecer.  Apesar de não ser a protagonista, ela é sem dúvida uma das figuras centrais do enredo, e sentimentos de amor e ódio se intercalam até o momento em que decidimos exatamente o que sentir.

Em determinados pontos da narrativa, a autora solta algumas frases enigmáticas demonstrando nas entrelinhas o progresso de ações, aparentemente inocentes, que ajudaram na conversão do clímax fatal e o papel que cada um dos personagens exerceu para tal. O acúmulo de suspense é o artifício eficaz que leva o leitor em frente já que mesmo quando as coisas andam meio paradas e nada parece acontecer, nós sabemos que vai acontecer.

Até que ponto podemos chegar quando testados os nossos limites? Até onde vai a nossa resistência? Quais as atitudes inimagináveis que podemos cometer quando colocados numa situação desesperadora? Essas são as principais perguntas e reflexões deixadas pelo livro. Quando comparamos começo e final, percebemos uma reviravolta e tanto. Porém, acompanhando o fluxo contínuo de acontecimentos e revelações, somos progressivamente levados ao entendimento inevitável do que estava por vir. Passado se entrelaça com presente, formando um novo clímax inesperado, mas perturbadoramente compreensível.

Título original: The Poison Tree
Editora: Record
Número de páginas: 336
Gênero: Thriller psicológico
Cedido em parceria com a Record

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10 Responses to [Resenha] A Árvore Envenenada, de Erin Kelly

  1. Mariana FS disse:

    Oi Duda!
    Que problema ter lido essa resenha em um momento em que estou tentando não comprar livros (eu devia ter interrompido a leitura quando vi “thriller psicológico” no primeiro parágrafo, hehehe)
    Adoro quando passado e presente se intercalam. A impressão que eu fiquei é que é esse “buraco temporal” que deixa o leitor no suspense, porque não é um acontecimento que gera a reviravolta e sim o acúmulo deles que se desenrolam de maneira natural. É genial quando um autor consegue fazer isso. Posso estar enganada, mas me lembrou a estrutura da série “Damages” (conhece?)
    Dica anotada 😉
    Beijos
    alemdacontracapa.blogspot.com

  2. Rayane disse:

    Adoro livros que alternam entre passado e presente aumentando nossa curiosidade e interesse…Excelente resenha…

  3. Oi Duda,
    Que resenha hein! Tipo, preciso ler esse livro pra já…hehehee
    Fiquei super curiosa pela leitura desse livro, e achei a capa linda. Se eu visse esse livro por aí, não daria nada por ele.
    Beijos.

  4. Lindsay Leão disse:

    Oi Duda,
    UAU, esse livro parece ser mesmo o máximo! Suspense é a minha mais nova paixão e com essa resenha show então, vou procurar esse livro pra ler já!
    Beijos

  5. Iure Silva disse:

    Eduarda, você já leu O Colecionador de Lágrimas – Augusto Cury? Trata-se de um Romance histórico-psiquiátrico… bem doido. Mas. é legal…se, não leu… fica dica. 🙂

  6. Raryka disse:

    Ótima resenha, esse livro vai entrar na lista dos próximos que comprarei!

  7. Natália Keli disse:

    Gosto muito de livros desse gênero, se tiver uma narrativa envolvente e uma história interessante, dá vontade de não largar o livro. Já leu algum livro de Agatha Christie? Amo os livros dessa autora.
    Criei um blog recentemente, se puder dá uma passada lá, ficarei muito feliz. Beijo Duda.

  8. Os últimos thrillers psicológicos que tive a oportunidade de ler não foram tão especiais como eu imaginava antes da leitura, mas também não costumo recusar a leitura do gênero. Como já disse em outras oportunidades, apenas a palavras “thriller” já chama a minha atenção, e esse caso não poderia ser diferente.
    Por sua resenha, fiquei curioso em saber o que de fato acontece com essa diferença entre o tempo de narrativa, e já dá pra imaginar que o suspense é bem “estruturado” (outra coisa que não me agradou tanto nos últimos do gênero).

    Beijos, Duda.

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