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by • março 12, 2014 • ResenhasComments (8)1183

[Resenha] A Cama da Paixão, de Laura Lee Guhrke

A cama da paixão2

Por ter adorado Muito Mais Que Uma Princesa e Prazeres Proibidos, quarto e primeiro volume da série Guilty, respectivamente, estava com altas expectativas para o terceiro. Os romances fofos e diálogos calorosos marcaram os títulos que havia lido até então, duas características que aprecio bastante no gênero épico.

A mocinha deste livro enfrenta há anos um casamento de conveniência. Enganada pelo noivo, que fingiu amá-la apenas para garantir o dote e salvar suas terras, ela aprendeu a se conformar com as fofocas sobre as amantes do marido mulherengo. Por morar em casas separadas quase nunca o encontra, até o dia em que torna-se imprescindível um herdeiro e o visconde John Hammond a reivindica como esposa.

Me decepcionei profundamente com o enredo deste livro. O problema maior é que o mocinho (se é que posso chamá-lo assim) é um prego total. Tenho conhecimento que a sinopse em si já mostra um pouco da pecinha que ele é, mas por manter vidas separadas, estava convencida que uma boa construção da trama acarretaria uma reaproximação romântica, convincente e redentora. Afinal, as pessoas podem se arrepender e tentar recomeçar suas vidas, né?

No entanto, o que poderia ser um início promissor transformou-se numa imposição cansativa e machista que me deu nos nervos. O visconde é prepotente e adota uma atitude defensiva, contrária ao que eu esperava de alguém supostamente arrependido. Só que arrependimento parece estar fora de seu vocabulário. Longe de reconhecer seus erros ele parece simplesmente querer que sua “esposa” aceite o que aconteceu e supere. Só porque agora tornou-se conveniente para ele. Foi demais para um livro que procurei pelo suposto romantismo do negócio.

Todo o desenvolvimento foi penoso, visto que a imposição da sua presença e o desejo de tê-la de volta é a base de tudo que acontece. Uma coisa que poderia até ser positiva, mas dado o comportamento sem noção já citado simplesmente me deu raiva. Caso esta fosse minha primeira experiência com a Gurhke provavelmente sairia com uma impressão bem negativa do que ela considera romântico. Sorte que comecei por dois volumes apaixonantes, completamente diferentes do que encontrei aqui, que nem parecem fazer parte da mesma série.

Longe de torcer a favor do casal, eu ansiava pelo contrário. E fiquei com a clara impressão que, caso a situação ocorresse nos dias atuais, uma reaproximação seria improvável, visto que o protagonista utiliza de todos os meios, inclusive a chantagem, para tê-la de volta, e Viola não vê outra alternativa a não ser aceitar viver embaixo do mesmo teto, já que nesse tempo a esposa era propriedade do marido.

Mas vale atentar que muitos fãs da série não compartilham da minha opinião. Pelo pouco que li, A Cama da Paixão é tão igualmente amado quanto seus irmãos mais fofos. E claro, há uma evolução do personagem. O problema é que não me convenceu o suficiente. Lembrando que no Brasil só foi publicado até o momento Muito Mais Que Uma Princesa, pelo selo Essência. Os demais resenhados aqui foram importados de Portugal.

Título original: The Marriage Bed
Editora: Livros d´Hoje
Número de páginas: 312
Gênero:Romance épico
[rating: 2/5]

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8 Responses to [Resenha] A Cama da Paixão, de Laura Lee Guhrke

  1. João Pedroso disse:

    Oi Duda, tudo bem?
    Poxa, que decepção hein? Acho horrível quando estamos lendo uma série na maior empolgação e vem um dos livros e joga aquele balde de água fria. É péssimo né?
    Eu adorei sua resenha, e acho que ficaria irritado com a personalidade do protagonista masculino também.
    Cê já sabe se vai continuar a ler esses livros ou desistiu por aqui mesmo?

    Adorei,
    Beijos

    • Eduarda Menezes disse:

      Eu já li quase todos da série, só falta um rs
      Como adorei os outros dois, acho que lerei no futuro o 2º restante. Até porque são independentes, sabe? Por mais que os personagens se cruzem na rua aqui e ali, as histórias não são interligadas então não tem muito perigo. Agora se eu tivesse começado por esse, talvez o quadro fosse um pouco diferente. kkkk

  2. Bem que fiquei pensando “UÉ, que editora publicou outro livro da Lee Guhrke?”. Não tenho paciência pra ler livros em português de portugal. Mas adorei Muito Mais que uma Princesa (bem, na época que eu li. deu vontade de ler de novo pra ver se continuo com a mesma opinião) e agora fiquei com dois pés atrás de continuar lendo algo dela. Mas quem sabe, né? No mínimo, ficarei com um ótimo livro pra danar na cara de alguém HAHAAHAH!

    Bjs, duda!

    • Eduarda Menezes disse:

      No caso dessa série eu nem sinto tanto a diferença do português, Mari. Talvez seja porque são épicos, então a linguagem já é naturalmente diferente da que a gente utiliza hoje mesmo kkkk
      Olha, eu adoro “Muito mais que uma princesa” até hoje haha Realmente é muito fofo e apaixonante. E também adorei o 1º dessa série, então talvez seja só esse a ovelha negra, né? Beijo!

  3. Nessa disse:

    OI Duda!

    Acredita que eu não conhecia o livro e muito menos a série?
    Mas sua resenha me deixou um pouco curiosa, quem sabe eu leia.

    Beijos*

  4. Millena disse:

    Nossa! que chato! Li Muito mais que uma princesa e simplesmente adorei porque o romance é todo fofo, pena que a autora fez isso nesse livro!
    Sinceramente, já é irritadiço essa situação de ele não gostar e ser mulherengo, até dá para imaginar algumas opções de como essa trama podia ter se desenvolvido melhor. Tão raro ter um casal de romance e você torcer contra, então fica claro que te deu aversão mesmo. Esses livros sempre têm uma pegada machista (do homem protetor, da mulher indefesa), mas dá para relevar por causa da época em que são ambientados e também porque os mocinhos sempre têm a maior devoção por suas daminhas, então eles a tratam com amor e respeito, mas esse é grosseiro.

    Beijocas!

  5. Não tenho coragem de ler esse! Eu fiz exatamente como você, Li o Muito mais que uma princesa, e depois Prazeres Proibidos, ai conheci a coitada da Viola! Nunca NUNCA perdoaria o marido!

    • Eduarda Menezes disse:

      Ele é chaaaato, dá raiva! Os outros dois são tão bons, pena que não manteve o padrão. Acho que nem vale a pena mesmo!

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