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by • abril 16, 2014 • ResenhasComments (0)548

[Resenha] Jogos do Prazer, de Madeline Hunter

Jogos do prazer

Terceiro volume da série de romances épicos dos Rothwells, Jogos do Prazer não é protagonizado por nenhum dos membros da família que dá nome a série, sendo estes desta vez coadjuvantes da história do casal Kyle BradwellRoselyn Longworth, dois personagens separados pela rígidas regras sociais da regência londrina, mas unidos pelas circunstâncias.

Rose é a típica mocinha de família criada para desposar um bom partido. Seu irmão, no entanto, é descoberto criminoso e acaba manchando a reputação do nome (situação que antevemos no primeiro volume da série). Sem dinheiro ou perspectivas, ela acaba enganada pelo cara errado que tenta vendê-la como prostituta numa festa perversa. Kyle estava de passagem na ocasião e acaba comprando-a por um preço exorbitante utilizando todas as suas economias para devolvê-la a família sã e salva.

O que mais gostei neste livro foi a personalidade dos protagonistas. Kyle vem de uma família de mineiros e conseguiu crescer na vida como arquiteto com a ajuda de um rico aristocrata. Suas raízes, no entanto, ainda fazem com que não seja completamente aceito por todos, mas sua bagagem o distingue das outras pessoas, tornando-o um mocinho interessante, além de cavalheiro e irresistível.

Já Roselyn se mostra uma das mocinhas mais fortes desse tipo de gênero, principalmente levando em consideração as adversidades que passou, a mancha enorme em sua reputação (para à época, claro) e suas parcas chances de um futuro aceitável. Apesar de carregar certa melancolia por tudo que lhe aconteceu, ela se mostra uma pessoa íntegra, decidida e adorável. É fácil  e natural torcer para que tudo dê certo em seu futuro, especialmente ao lado de Kyle. O casal dá muito certo junto.

Talvez o que tenha me impedido de gostar mais do livro seja algo puramente pessoal, levando em consideração a minha propensão para comédia nesse tipo de publicação. A Madeline Hunter não utiliza aquele escape cômico que tanto adoro na escrita da Julia Quinn e Lisa Kleypas, deixando o enredo no campo do romance, com leves toque de drama (eu disso BEM leves, ok?). Me refiro ao fato de em momento algum ela soltar uma tirada espirituosa ou engraçada para aliviar a situação.

Como romance, no entanto, tem os seus pontos positivos. A boa construção de um personagem é um dos pontos fundamentais do enredo, e quando um autor consegue fazer com que gostemos dele já obtém uma grande vantagem. Apesar da falta de grandes altos na história, a progressão da paixão para o amor pareceu-me algo natural e me passou uma sensação de veracidade, diferente daqueles romances onde todo mundo vive feliz para sempre em poucas páginas e já ama mais que a vida após o primeiro beijo. Sendo assim, alguns fatos na trama da Hunter me agradaram, enquanto outros nem tanto.

Uma dessas coisinhas que me incomodaram foi o uso de uma linguagem mais atual, diversa do que seria esperado de um romance de época. Sei que esses romances mais leves geralmente não são o exemplo de formalidade, mas ver expressões como “hehehe” e “escolas e tal” no meio de um diálogo são tão chamativas que não há como deixar passar a quebra do momento.

No saldo final, Jogos do Prazer foi uma leitura light que me ganhou principalmente pelos personagens aos quais me afeiçoei e torci por um final feliz. Como rápido entretenimento facilmente irá agradar aos amantes do gênero, ainda que não esteja entre os melhores. De minha parte não li o segundo da série, mas pretendo seguir em frente, principalmente para conhecer a história do mais misterioso membro da família Rotwell que promete um bom romance pela frente.

Título original: Secrets of Surrender
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 240
[rating: 3.5/5]
Gênero: Romance de época
Cedido em parceria com a Arqueiro

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