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by • novembro 17, 2015 • ResenhasComments (0)2710

[Resenha + Vídeo] Sexta-feira 13: Arquivos de Crystal Lake, de David Grove

Na sexta-feira 13 eles começam a morrer um a um. Um acampamento isolado, jovens alegres curtindo a vida, até que alguém começa a persegui-los e matá-los horrivelmente. Uma premissa que desperta a curiosidade mórbida seja na ilha criada pela rainha do crime há tantas décadas ou num lago isolado numa noite de verão norte-americana. O sucesso do diretor Sean Cunnigham surgiu de mansinho, com pouca fé até do próprio elenco, no que acabaria se tornando uma das franquias mais bem-sucedidas da história.

“Um dos motivos que tive para fazer o filme foi porque achava que ninguém nunca ia ficar sabendo”, disse Betsy Palmer. “Eu não creio que alguém, exceto por Sean, pensava que o filme seria sequer lançado.”

Sexta-feira 13Em Sexta-feira 13: Arquivos de Crystal Lake, David Grove, fã confesso, reuniu informações, curiosidades e relatos diretamente da fonte: a equipe do filme. O autor cobre o antes, durante e depois das gravações. Toda a montagem dos capítulos é repleta de declarações e diálogos dos envolvidos na produção: diretores, assistentes de direção, atores, maquiador, figurinista, ou mesmo um carregador de instrumentos, deixando claro o ar de camaradagem e descontração presente nos bastidores, com profissionais bem intencionados em dar o seu melhor, ainda que pouquíssimos acreditassem na qualidade do que estavam fazendo.

“Sexta-feira 13 significava acima de tudo passar um tempo na floresta com um monte de amigos. Éramos próximos, amigos íntimos compartilhando nossos segredos mais profundos um com o outro.” – Richard Murphy, técnico de som

Sou imensamente apaixonada por cinema e uma das coisas que mais gosto em livros de bastidores é justamente conhecer o trabalho dos profissionais que tanto contribuíram para o sucesso do filme, mas são pouco ou quase nada reconhecidos pelo público em geral. Em Sexta-feira 13 os exemplos são vários, sendo o maquiador Tom Savini um dos principais, já que seu trabalho ao produzir os efeitos especiais através do uso da maquiagem foram considerados essenciais para o sucesso da produção. Este, inclusive, foi um dos principais novos elementos que o filme trouxe para o público: as cenas chocantes e fortes para a época.

Sexta-feira 13 (2)

“As cenas sangrentas de Sexta-feira 13 são, com certeza, algo diferente do que jamais havia sido feito nos filmes do gênero, ou visto desde então. “O Vietnã me fodeu, como a todo mundo que esteve lá, mas também ajudou meu trabalho”, disse Savini.”

Amigo de longa data de Wes Craven (criador de grandes sucessos como A Hora do Pesadelo e Pânico), Cunningham já havia trabalhado anteriormente com o diretor em Aniversário Macabro e possuía experiência no gênero exploitation, algo que utilizou para tentar alcançar o sucesso tão desejado nos cinemas, possibilitado por Sexta-feira 13.

“Sexta-feira 13 revolucionou o gênero de filmes de terror e o mundo do cinema independente. Ele trouxe o exploitation para o grande mercado e popularizou os filmes de gênero slasher. Redefiniu a forma como Hollywood funcionava. Consolidou o nome Sexta-feira na cultura pop.

O autor propõe um olhar imparcial sobre o tema e, em boa parte do livro, deixa os relatos dos envolvidos na produção falarem por si. Todo processo, claro, traz várias curiosidades, fofocas de bastidores, esclarece dúvidas sobre as cenas e mostra quadro a quadro como foram construídas. O livro foi escrito de tal forma que o leitor se sente parte do processo, alguém que acompanhou com os próprios olhos a construção criativa e viu o filme tomando forma nas telas.

Sexta-feira 13 (6)

É certo que após a leitura a experiência de assistir o filme nunca mais será a mesma. Você identificará a cena em que um ator quase ficou cego quando a maquiagem caiu dentro do olho, reconhecerá os dublês nas pessoas que conheceu ao longo do livro e descobrirá os segredos por trás da criação original de uma das séries mais bem sucedidas do cinema. Tudo isso numa edição caprichada, repleta de ilustrações que complementam o texto e fornecem o clima para a leitura fácil e gostosa, um presente para os curiosos e admiradores do universo cinematográfico.

“Eram tempos muito mais simples quando Sexta-feira 13 foi filmado em 1979. Havia um acampamento. Havia um grupo de monitores. Havia um lago. Havia um assassino. Havia um garoto chamado Jason. Havia um elenco e uma equipe que estavam apenas felizes por estarem vivos e fazendo um filme, qualquer filme. E ainda não havia máscaras de hóquei.”

Título original: On Location in Blairstown: The Making of Friday the 13th
Editora: Darkside Books
Número de páginas: 320
Ano: 2013 (esta edição: 2015)
Gênero: Não-ficção/Filmes/Bastidores
Comprar: AMAZON | SUBMARINO
[rating: 4/5]
Exemplar cedido pela Darkside Books

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