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by • janeiro 12, 2017 • DicasComments (4)2936

Dicas de um jovem idealista: a biblioteca de Chris McCandless, de Na Natureza Selvagem

Se você já leu ou assistiu Na Natureza Selvagem, deve ter notado que o jovem idealista Chris McCandless era um leitor voraz e levava sempre alguns livros consigo. No livro de Jon Krakauer conhecemos mais detalhes de sua história e várias dicas literárias permeiam a narrativa com citações e rabiscos que Chris fazia em seus livros. Durante a leitura, fui preparando uma lista dos autores e obras mencionados para não perdê-los de vista. Os trechos extraídos abaixo são citações que peguei no livro!

“Finalmente, estava prestes a ficar sozinho na vastidão selvagem do Alasca. (…) O item mais pesado da mochila meio cheia de McCandless era sua biblioteca.”

Na Natureza Selvagem2

Imagem: Filme/Na Natureza Selvagem

O Chamado Selvagem, de Jack London

O chamado selvagemConsagrado como um grande clássico da literatura norte-americana, O Chamado Selvagem (1903), de Jack London, é uma fábula/parábola sobre o instinto de sobrevivência e o lado primitivo (adormecido) que carregamos desde os primórdios. Contado inteiramente sob o ponto de vista de um cão de trenó no final do século XIX, a voz de Buck é potente e ecoa sentimentos profundos e universais.
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“Tentava convencer todo mundo a ler O Chamado Selvagem. McCandless era apaixonado por London desde criança. Sua condenação veemente da sociedade capitalista, sua glorificação do mundo primordial, sua defesa da plebe, tudo isso refletia as paixões de McCandless. (…)”

Caninos brancos, de Jack London

Caninos brancosPercorrendo o caminho inverso ao do traçado em O chamado selvagem (1903), em que um cão domesticado é obrigado a se adaptar à vida na natureza, em Caninos Brancos (1906) Jack London narra a história de um animal que precisa suprimir seus instintos para sobreviver na civilização. – retirado da sinopse do livro.
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“Hipnotizado pelo retrato grandiloquente que London fazia da vida no Alasca e no Yukon, McCandless lia e relia O Chamado Selvagem, Caninos Brancos…”

A Sonata a Kreutzer, de Liev Tolstói

A sonata a KreutzerO tema da infidelidade no casamento já havia ocupado Tolstói na década de 1870, quando redigiu ‘Ana Karênina’, uma de suas obras-primas. Em ‘A Sonata a Kreutzer’, que veio à luz mais de dez anos depois, o tema retorna com uma intensidade fora do comum, potencializada pelos anos de crise religiosa do escritor. Aqui, para além da questão da fidelidade no matrimônio, Tolstói investiga de forma aguda o desequilíbrio nas relações entre homens e mulheres, e a hipocrisia de que se reveste o comportamento sexual da sociedade.  – retirado da sinopse do livro.
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“Castidade e pureza moral eram qualidades sobre as quais McCandless meditava muito e com frequência. Com efeito, um dos livros encontrados no ônibus fatal era uma coleção de contos que incluía “A Sonata de Kreutzer”, de Tolstói, no qual um nobre que se torna asceta denuncia “as exigências da carne”.

Felicidade Conjugal, de Liev Tolstói

Felicidade conjugalPublicada em 1859, quando o escritor tinha pouco mais de trinta anos, ‘Felicidade Conjugal’ é talvez a primeira obra-prima de Lev Tolstói e prenuncia um tema que terá importância na vida do autor russo – o tema do desejo, neste caso apreendido do ponto de vista feminino.  – retirado da sinopse do livro.
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“A 2 de julho, terminou de ler “Felicidade Conjugal”, de Tolstói, tendo marcado vários trechos que o emocionara.”

Guerra e Paz, de Liev Tolstói

Guerra e paz descreve a campanha de Napoleão Bonaparte na Rússia ao mesmo tempo em que acompanha os amores e aventuras de Natacha, Andrei, Pierre, Nikolai, Sônia e centenas de coadjuvantes, não menos marcantes. – retirado da sinopse do livro.
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“Espero que ele tenha dado aquele livro para você. Wayne, você deveria ler realmente Guerra e Paz. (…) É um livro muito forte e altamente simbólico. Tem coisas nele que acho que você vai entender. Coisas que escapam à maioria das pessoas.” – Trecho de uma carta escrita por Chris McCandless 

A morte de Ivan Ilitch, de Liev Tolstói

90584 morte_de_ivan_ilitch.inddEsta obra mostra a história de um burocrata medíocre, Ivan Ilitch, um juiz respeitado que depois de conseguir uma oferta para ser juiz em uma outra cidade, compra um apartamento lá, para ele, sua mulher, sua filha e seu filho morarem. Ao ir para o apartamento, antes de todos, para decorá-lo, ele cai e se machuca na região do rim, dando início à uma doença. – retirado da sinopse do livro.

O Homem Terminal, de Michael Crichton

O homem terminalComputadores controlando o cérebro humano. Estaria a criatura dominando o criador? Este é o principal motivo dos grandes delírios do cientista em computação Harry Benson, portador de uma lesão cerebral capaz de levá-lo a cometer violentos crimes. Para conter os efeitos provocados pela lesão os médicos o condenam ao domínio da máquina, no momento em que eletrodos são colocados em seu cérebro por meio de uma tecnologia superavançada, aliada aos mais modernos conhecimentos de medicina. Michael Crichton narra em O homem terminal o drama deste homem que passa a ser a maior vítima de seus próprios medos e a cobaia tão esperada por uma ciência ávida de reconhecimento e prestígio. – retirado da sinopse do livro.

“Instalado de novo no abrigo corroído do Fairbanks 142, McCandless retomou a rotina de caçar e colher. Leu A Morte de Ivan Ilitch, de Tolstói, e O Homem Terminal, de Michael Crichton.”

A Desobediência Civil, de Henry David Thoreau

A desobediência civilOpondo-se ao senso comum, que considera a obediência às leis e às normas sociais como súmula da moral, Thoreau defendia que o dever para com a própria consciência está acima do dever de um cidadão para com o Estado. Formada por cinco textos, a edição traz, em sua abertura, aquele que dá nome ao livro, ‘A desobediência civil’, de 1849, responsável por inserir o pensamento político de Thoreau na história mundial.  – retirado da sinopse do livro.
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“McCandless poderia esforçar-se para explicar que respondia a estatutos de uma ordem superior – que, como adepto moderno de Henry David Thoreau, tinha por evangelho o ensaio “A desobediência civil” e considerava, portanto, sua responsabilidade moral zombar das leis do Estado.”

Walden, de Henry David Thoreau

WaldenEm julho de 1845, Henry David Thoreau deixou Conrad, Massachusetts, sua cidade natal, para instalar-se à beira do Lago Walden. Este é o relato de dois anos, dois meses e dois dias em que o autor viveu apartado da sociedade dos homens, suprindo as próprias necessidades, estudando, contemplando a natureza e conhecendo a si mesmo.  – retirado da sinopse do livro.
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“E no capítulo sobre “Leis superiores” do Walden, de Thoreau, livro também descoberto no ônibus, ele fez um círculo em torno da frase: “A castidade é o florescer do homem; e o que se chama de gênio, heroísmo, santidade e coisas semelhantes são simplesmente fruto dela.”

Doutor Jivago, de Boris Pasternak

Doutor Jivago‘Doutor Jivago’ trata da impossibilidade da realização pessoal diante de um estado totalitário em formação. O conturbado amor de Lara e Jivago, tendo a Revolução Russa como um dos principais personagens. Os originais, contrabandeados para a Itália, foram publicados pelo editor milanês Giangiacomo Feltrinelli, integrante do Partido Comunista Italiano, em 1957. – retirado da sinopse do livro.
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“Acabara de ler Doutor Jivago, um livro que o incitara a rasbicar notas entusiasmadas nas margens e sublinhar vários trechos.”

As Aventuras de Huckleberry Finn, de Mark Twain

As aventuras de Huck FinnPara se livrar do pai bêbado e violento, Huckleberry Finn se refugia em uma pequena ilha do rio Mississippi, onde se alia com Jim, um escravo fugido. Em busca de liberdade, a inusitada dupla se lança numa viagem pelo leito do rio, às margens da sociedade pré-Guerra Civil. – retirado da sinopse do livro.
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“Conversamos horas sobre livros; não existe muita gente em Cartago que goste de falar de livros. Ele não parava de falar sobre Mark Twain. Puxa, ele era uma visita divertida; eu não queria que a noite acabasse.”

Outros livros mencionados:

Tanaina Plantore, de Priscilla Russel Kari
O Jerusalem, de Larry Collins e Dominique Lapierre
Tarass Bulba, de Nikolai Gogol

Into the wild

“Parecia se divertir realmente com aquilo. Alex era bom nos clássicos: Dickens, H. G. Wells, Mark Twain, Jack London. London era o seu predileto.”

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4 Responses to Dicas de um jovem idealista: a biblioteca de Chris McCandless, de Na Natureza Selvagem

  1. Duda, feliz ano novo! Li o livro Na Natureza Selvagem depois de assistir a sua resenha no Youtube, adorei o livro, logo fui atrás do filme e da trilha sonora. Obriguei meu marido a ler, pois ele nunca havia conseguido ler um livro e ele também adorou. Agora vou atrás destes para ver se consigo fazê-lo ler outro livro… obrigada pelas dicas! Bjo grande!

    • Eduarda Menezes disse:

      Eita, que legal, Viviane! A história do Chris é incrível, né? Fico feliz que tenha gostado da dica e aproveitado com o maridão =)
      Feliz ano novo e boas leituras o/
      Beijão!

  2. Claudiane Duarte disse:

    Oi, Duda! Excelentes dicas.
    Estou com vontade de Ler Jack London há um tempinho, mas ainda não tive a oportunidade! Acho que esse ano vai! hehehe

    Bjo grande! 🙂

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